Este texto virá, provavelmente, fora de tempo.
Mas também, as imbecilidades e os disparates não têm um tempo: surgem do nada quando menos se espera! Por isso, cá vai.
No momento em que distintos colegas, num assomo de grande coragem, decidiram publicar anonimamente no e-mail da turma as pérolas literárias com que se dignaram presentear os restantes colegas, optei por não produzir qualquer comentário, certo de que tudo o que se dissesse apenas contribuiria para dar exposição a assuntos que não mereciam tamanha projecção. Mas ficou, desde logo, a vontade de o fazer num momento posterior. E ficou porque os textos que nos foram apresentados vêm, de uma forma completamente gratuita, minar o ambiente - que já não era famoso - lançando um clima de suspeição sobre tudo e sobre todos.
Desculpa-me, caro "Sexta-feira", mas não consigo vislumbrar o que é que tu ou quem quer que seja pode ganhar com o chorrilho de alarvidades que escreveste, nitidamente zangado com determinada professora (lá terás as tuas razões, mas olha que já tiveste professores incomparavelmente piores em apenas dois anos de curso), e obviamente incomodado pelo protagonismo de que alguns colegas possam, pela sua maneira de ser e estar, disfrutar. Além de que não fica bem escrever tudo aquilo, e no fim justificar o facto de não assinar com a necessidade de obter uma nota porque precisas "do curso para melhorar de vida". Mais valia não teres feito este malfadado exercício.
Ainda mal refeito do choque que as cartas a "B.V." e aos "Colegas do Fraque" produziram em mim, eis que, em registo idêntico, novo corajoso vem, qual Arauto da Verdade, empunhar a bandeira da turma numa revolta contra o poder instituído, reclamando por eleições. Tudo isto apimentado com insultos a pessoas mais ou menos identificáveis (os únicos que continuam por identificar são os corajosos autores dos textos) e com insinuações de divulgação de pormenores da vida privada de outras - o que não deixa de ser extraordinário e nos deixa a todos suspensos ansiando pelas cenas dos próximos capítulos.
Falando em eleições, farei aqui um parentisis para afirmar que não me revejo no "Quero, queremos eleições!" porque não passei procuração a ninguém para por mim falar. E acrescentar que, não sendo particularmente relacionado com a actual delegada, não me lembro de ter visto alguém (que não ela) manifestar, em momento algum, a disposição para se candidatar ao lugar. Quer-me parecer que para haver eleições é fundamental haver candidatos. É por isso que estamos todos à espera que, no momento oportuno, o companheiro assuma a sua candidatura.
Depois destas tristes manifestações de camaradagem, creio estar aberto o caminho para o aparecimento de todo o tipo de alarvidades, como sejam aquele projecto de "Top 5" (uma vez mais assinado pelo Anónimo) ou o texto que agora estão a ler.
Desgraçado país em que pessoas adultas, supostamente com uma formação acima da média, dão exemplos de tamanha mesquinhez e rancor. Deve ser desta massa que são feitos os políticos que tantas vezes ouvimos criticar nas aulas deste curso.
Uma nota final para o esforço que alguns fizeram depois para tentar minimizar os estragos provocados: inglório, na minha opinião (e aqui assumo também as minhas responsabilidades), mas que merece ser assinalado.